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Conhecimento científico sobre pandemia cresce rapidamente e desinformação também

Artigo escrito pelo colunista do Jornal da Unicamp e professor do Instituto de Química Luiz Carlos Dias



| TEXTO: LUIZ CARLOS DIAS | INSTITUTO DE QUÍMICA | FOTOS: DIVULGAÇÃO PIXABAY | EDIÇÃO DE IMAGEM: RENAN GARCIA

 

O último relatório do Imperial College de Londres mostra que o Brasil não sustentou a queda na transmissão da Covid-19. O número efetivo de reprodução da infecção ou taxa de transmissão (Rt) - que dá uma ideia da velocidade do contágio, que nas últimas semanas tinha desacelerado pela primeira vez em quatro meses e estava abaixo de 1 -, aumentou para a semana que começou no dia 16 (domingo retrasado) para o patamar de 1, o que significa que cada infectado está transmitindo a doença para uma outra pessoa. Isso mostra que a Covid-19 está mantendo uma velocidade relativamente alta de espalhamento. A situação vinha se estabilizando nos Estados mais populosos, como São Paulo e Rio de Janeiro e no Norte e Nordeste. O comércio começou a reabrir, embora ainda com algumas restrições, enquanto escolas, teatros, cinemas e museus continuam fechados. A reabertura da economia e o relaxamento nas medidas não farmacológicas podem levar a um aumento no número de casos, em virtude de a população pensar que a pandemia está em queda, o que não é verdade. De fato, segundo o Monitor da Folha, a transmissão da Covid-19 só diminuiu em 43% dos municípios com mais de 100 mil habitantes, mantendo ritmo de crescimento em 57% das cidades, contabilizados dados dos últimos 30 dias. Para que tenhamos uma tendência real de desaparecimento da Covid-19, o índice Rt precisa ser mantido abaixo de 1, sem oscilações para cima. Leia mais.

 

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